Deslize para a direita e vamos começar esta aventura…
Minha Bio...
Oi! Sou Loli, uma mulher pansexual independente e gostosa
que mora em São Paulo. Convido você a conhecer minha jornada pelos aplicativos
de relacionamento. Aqui, falarei abertamente sobre as minhas experiências nos
últimos dois anos, explorando relacionamentos no Bumble.
Venho de uma adolescência sexualmente restrita, devido a uma
vida familiar conservadora e restritiva. Tive poucas e satisfatórias parcerias
afetivo-sexuais até os 30 anos, envolvendo pessoas não-binárias que desafiavam
os ditames restritos do gênero. Optei também pela não-monogamia, entendendo que
meu desejo sexual e amor poderiam se estender a mais uma pessoa nesta vida. Ao longo do caminho, descobri que a monogamia
envolve mais do que isso. Mas, foi exatamente o primeiro pensamento que veio a
minha mente quanto topei “abrir a relação”.
Com o fim da pandemia, e movida pelo desejo de construir
novas relações afetivo-sexuais, comecei um novo desafio: criei um perfil no
Bumble, um aplicativo de namoro onde as mulheres assumem a liderança, enviando
a primeira mensagem em casos de conexões heterossexuais. Sua analogia com uma
colmeia também transmite a mensagem de que “as mulheres estão no comando”.
A ideia parecia realmente promissora. Quase 60 anos após a
revolução sexual e a introdução das pílulas anticoncepcionais, pensei que seria
fácil encontrar pessoas interessantes dispostas a ver os relacionamentos
através de uma lente diferente da antiquada maneira romântica e monogâmica.
Obviamente, a realidade é muito mais complexa do que isso. Apesar de óbvio, não
deixa de ser dolorido ver o quanto as coisas mudaram, mas permanecem iguais em
alguns aspectos.
Ao longo de dois anos de experiência no aplicativo, me
deparei com dilemas clássicos sobre a sexualidade feminina e, por que não dizer,
sobre o feminismo: objetificação, problemas com o pai, desempenho sexual
masculino, não monogamia, machismo, LGBTfobia e padrões de beleza. Tudo isso
mudou drasticamente minha maneira de ver os relacionamentos e o sexo e, além de
reconhecer as limitações das outras pessoas, comecei a explorar as minhas
próprias limitações em relação ao que acreditava saber e defender.
Estar no Bumble foi uma experiência feminista poderosa. Não
por causa do aplicativo em si, mas porque pude ver, em uma realidade dura e
carnal, a percepção das pessoas sobre uma mulher pansexual independente e não
monogâmica. Foi em cada beijo, foda e paquera que experimentei a teoria
feminista.
Se essa narrativa fez match com você, venha comigo nessa
aventura, onde compartilharei os detalhes mais nojentos, tristes e perigosos,
mas também os mais gentis, deliciosos e engraçados dessa experiência moderna do
dating.
Deslize para a direita e vamos começar com eles, o gênero
mais problemático: os homens cisgênero.

Comentários
Postar um comentário